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Um Diálogo com meu sonho

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Uma das melhores obras de Augusto Cury chama-se O VENDEDOR DE SONHOS.






Clarice não sabe bem como expressar-se nesse momento em que a mente começa sozinha a fazer conjecturas sobre aquilo que se foi e o que virá. Senta na cama pega papel e caneta apoia sobre o livro que ganhou de seu amigo Marcelo e começa a rabiscar um título para um novo poema:



Os sonhos sempre renascem  ... 
Ou os sonhos nunca morrem?



Ele parece ter ido,
Mas aqui está.
Ele nunca vai morrer.


Ou será que morrerá? ...”




Para um instante guarda papel e lápis e pensa enquanto folheia o livro alheiatoriamente.

- Que rima pobre!
 Vira-se para o lado, olhos rasos d’água,  coração queimando.
O que Clarice não consegue entender é que sonhos são como fantasmas que vêm nos atormentar quando desistimos de tentar. Eles surgem do nada no meio da noite pegam uma cadeira, tomam assento e começam a dialogar. E foi assim que aconteceu...
- Oi Clarice!
 - Quem ou o que é você – senta-se na cama e recua até a cabeceira.
- Não lembra de mim?
 - Nunca te vi! - responde meio assustada – Vá embora!
 - Não creio que não lembre. Recorda-se de nossa infância juntos Clarice?


 Eu cresci com você, com você amadureci e...  Bem, você tentou me matar.
 - Ah, acabo de lembrar. - agora tranquila e com um ar sarcástico característico -   Me faz um favor sim?
 - Peça!

-Vá embora e pare de me atormentar, pois eu quero dormir. Amanhã acordo cedo e tenho muito trabalho pela frente.
 - Hum... Compreendo, mas eu não quero ir não, acho que dessa vez eu te convenço que precisa de mim.
 - Ora, faça-me o favor eu já estou velha, cansada e...
- E nunca é tarde!

- Você é uma ilusão e eu fico aqui te dando ouvido – meneia a cabeça - Devo estar ficando louca.Me faz mais um favor sim?
 - Sim.
 - Me deixa dormir, por que amanhã o dia vai ser duro.
- Bem, não precisa ser.
 - Olha aqui e preste bem atenção! – diz com voz forte e tom decidido - Pra que você existisse eu sacrifiquei boa parte de meu lazer, eu estudei horas a fio, eu nunca fiquei de namorico na escola  e ...

  - E ...
 - Enquanto um monte de colegas só fazia se divertir eu devorava livros. E olha só onde estamos...
 - Estamos aqui dialogando pra entrar em um consenso
- Que seria?
 - Eu preciso existir e você sabe disso.
 - Cai na real, as minhas colegas me ultrapassaram e tudo isso por que eu criei uma linha de raciocínio diferente da linha do sistema vigente, por que não sigo os padrões que a mídia impõe e por que não sou facilmente alienada.
 - Isso é bom...

 - Em que termos isso é bom? Minhas chefes não estudaram metade do que estudei e mandam em mim
- Bem se lamentar não fará as coisas mudarem.
 - E o que você me sugere?
 - Me deixe existir, fazer parte de sua vida, tornar sua existência mais feliz com a esperança de um novo amanhã.
 - Por hoje não meu querido eu só quero dormir pra encarar minhas chefes amanhã.
E pensar que uma delas repetiu por 6 vezes o 6° ano.( indignada).
 Meu Deus o sistema me mata!
- Tudo bem, mas compreenda uma coisa.

 - O que?
 - Eu nunca vou morrer! Vou ficar adormecido pra vir conversar contigo no meio da noite e ver seus olhos lacrimejarem e seu coração queimar, pois você não pode viver sem mim.
Compreenda uma coisa querida...  Os sonhos nunca morrem!
Desaparece mais uma vez no meio das sombras esse fantasma chamado sonho e Clarice  fica ali a meia luz no meio da noite pensando no sonho que se foi e que retorna de tempo em tempo pra fazer seu coração queimar de esperança e seus olhos lacrimejarem
O sono vai embora e ela começa a ler a primeira página do livro que ganhou de seu amigo.
- O vendedor de Sonhos – Augusto Cury
E ao final dessa leitura fabulosa, quem sabe Clarice e seu sonho em breve possam se entender.



Gi Barbosa

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